Introdução
Os pets hoje vivem mais, e os tutores querem que eles vivam também melhor. Dentro dos inúmeros cuidados que foram introduzidos na rotina desses animais para proporcionar mais saúde e qualidade de vida, a nutrição ocupa um espaço de destaque. Diversos aditivos e suplementos passaram a fazer parte das rações comerciais nos últimos anos.
Dentre eles, este texto se destacam os compostos capazes de proverem uma melhor resposta imunológica e mais saúde em geral, como os pré e probióticos – dois tipos de suplementos que hoje fazem parte de uma ração comercial de alta qualidade.
A utilização de probióticos e prebióticos tem a função de auxiliar/ fomentar a colonização do intestino por microrganismos benéficos, tais como Lactobacillus fermentum, Lactobacillus rhamnosus, Saccharomyces cerevisiae, Enterococcus faecium, Lactobacillus plantarum, Bifidobacterium bifidum e Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei e Lactobacillus lactis, favorecendo a absorção de nutrientes e auxiliando na síntese de vitaminas e proteínas. Os probióticos se tornam especialmente importantes em situações de estresse, as quais podem causar diminuição da imunidade do animal (MOURA et al, 2021).
Nesse artigo vamos abordar os conceitos de prebiótocs e probióticos, e falar um pouco sobre os efeitos benéficos como aditivos nas rações comerciais de cães e gatos, como nos produtos da linha Zuppy Advance.
O que é um Prebiótico?
Os prebióticos são definidos como ingredientes nutricionais não digeríveis, tais como a inulina, a pectina, os galactoligossacarídeos, os xilooligossacarídeos, os mananoligossacarídeos, os frutooligossacarídeos e as leveduras inativadas, que afetam beneficamente o hospedeiro, estimulando seletivamente o crescimento e a atividade das bactérias intestinais benéficas (MOURA et al, 2021).
Esse estímulo ocorre principalmente na região do cólon. Com a ingestão dos prebióticos a microbiota deste segmento instestinal pode ser modulada, aumentando o número de bactérias específicas, e alterando o perfil populacional para um mais benéfico para a saúde do animal (GIBSON e ROBERFROID, 1995).
O que é um Probiótico
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) (FAO/OMS, 2001) definem os probióticos como “microrganismos vivos” que, quando ingeridos em quantidades adequadas, trazem benefícios à saúde do hospedeiro.
Conforme mencionado por Rodrigues (2018), para que um microrganismo seja considerado probiótico, ele deve cumprir certos critérios microbiológicos, como possuir uma identificação taxonômica precisa, que inclui a especificação do gênero, da espécie e da cepa, de acordo com o Código Internacional de Nomenclatura de Bactérias. Isso é fundamental, pois os efeitos probióticos são específicos de cada cepa, tornando a identificação correta essencial para determinar os benefícios probióticos.
Os principais probióticos utilizados nas rações comerciais de pets são as bactérias dos gêneros Lactobaciltus e Bifidobocterium e mesmo fungos do gênero Aspergillus (FRANÇA et al, 2011). Os microrganismos quando presentes no alimento atuam para desfavorecer a colonização da microbiota intestinal por microrganismos patogênicos como a Salmonella, Escherichia coli e outros patógenos potenciais. Estes microrganismos também sintetizam vitaminas, enzimas e ácidos graxos voláteis, que podem ter efeito benéfico sobre a saúde gastrintestinal, bem como fornecer e ajudar na absorção de nutrientes.
A promoção de uma barreira intestinal efetiva
O estabelecimento de uma população desejável de microrganismos, proporcionada pelo uso dos pré e probióticos é fundamental para a formação e manutenção da barreia intestinal. Essa camada de bactérias e muco, que previne a adesão de bactérias patogênicas ao ocuparem os receptores ou pontos de ligação na mucosa intestinal. Com esta ligação formam uma barreira que impede a ligação de bactérias patogênicas, que acabam sendo eliminadas (FULLER, 1991).
Além de ocuparem os sítios de ligação, os probióticos têm a capacidade de produzir agentes antimicrobianos, como ácido lático, ácido acético, peróxido de hidrogênio e bacteriocinas, que contribuem para o fortalecimento da função da barreira da mucosa. Outros compostos já descritos como sendo produzidos pelos probióticos incluem, para as bactérias ácido láticas, a nisina, a diplococcina, a lactocidina e a reuterina. Estas substâncias são responsáveis pela inibição de bactérias gram-negativas e gram-positivas (LIMA et al., 2007).
Outro mecanismo para inibir as bactérias patogênicas pode ser a produção de AGCC e ácido láctico. Estes ácidos tendem a reduzir o pH intestinal, o que seria suficiente para reduzir a população de bactérias gram-negativas (KURDI et al., 2006)
Finalmente, certos probióticos podem influenciar a regulação da expressão gênica de mucinas e a composição e secreção do muco, o que pode prejudicar o desenvolvimento de parasitas como Trichinella spiralis (GILL, 2003).
A estimulação do Sistema imunológico
Já está bem estabelecida a ação dos probióticos sobre o sistema imune. Especialmente os gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium, foram descritos como capazes de estimular a produção de anticorpos, diferenciação de células T, ativação de macrófagos e produção de interferon (FULLER, 1991).
Monteiro (2004) descreveu o estímulo do sistema imune, com aumento na produção de anticorpos, ativação de macrófagos, proliferação de células T e interferon.
Os β-glucanos derivados da levedura atuam como agentes imunomoduladores. Eles exercem esse papel através de interações específicas com várias células imunocompetentes. Já foram observados efeitos na imunidade humoral, incluindo o aumento de IgM sérica e a diminuição de IgA no soro e nas mucosas, assim como um incremento nas subpopulações linfocitárias, células T citotóxicas e linfócitos B. Além disso, houve um aumento na resposta de hipersensibilidade tardia após a inoculação de vacina polivalente e um aumento na produção da citocina TNF-α em sobrenadante de culturas celulares de mononucleares de sangue periférico (LIMA, 2019).
Redução de Odores
Este é um outro efeito interessante dos probióticos. Já foram descritos os efeitos positivos do Lactobacillus acidophilus na qualidade das fezes e na redução de compostos putrefativos e da amônia em cães. Estes efeitos foram mais evidentes quando estes probióticos eram administrados em conjunto com o prebiótico frutooligossacarídeo (SWANSON et al., 2002).
A linha Zuppy Advance
Como uma linha de alimentos super premium, a linha Zuppy Advance conta com pré e posbióticos em sua formulação, como parede celular de levedura (mananoligossacarídeos), parede celular de levedura (betaglucanos), e extrato de levedura Saccharomyces cerevisiae.
Mais especificamente, nossa fórmula conta com Mananoligossacarídeos – MOS, Betaglucanos, Probiótico Bacillus cereus e Probiótico Bacillus subtilis.
Conclusão
Concluindo, a incorporação de prebióticos e probióticos na alimentação de pets representa um avanço significativo na promoção da saúde e bem-estar dos animais. Esses compostos não apenas melhoram a digestão e a absorção de nutrientes, mas também desempenham um papel crucial no fortalecimento do sistema imunológico, contribuindo para uma vida mais saudável e prolongada para cães e gatos.
Além disso, a utilização desses aditivos nutricionais auxilia na manutenção de uma microbiota intestinal equilibrada, o que é fundamental para a formação de uma barreira eficaz contra patógenos. A redução de odores indesejáveis nas fezes e a melhoria na qualidade fecal destacam ainda mais os benefícios desses ingredientes, que vão além da saúde intestinal, afetando positivamente a convivência dos pets com seus tutores.
Portanto, o investimento em alimentos que contenham prebióticos e probióticos, como os oferecidos pela linha Zuppy Advance, é uma escolha inteligente para quem busca proporcionar uma melhor qualidade de vida aos seus animais de estimação, garantindo não apenas saúde física, mas também um ambiente doméstico mais agradável e saudável.
Referências
FAO/WHO. Joint FAO/WHO Expert Consultation on evaluation of health and nutritional properties of probiotics in food including powder milk with live lactic acid bacteria. Cordoba, Argentina, October, 2001. Disponível em: http://pc.ilele.hk/public/pdf/20190225/bd3689dfc2 fd663bb36def1b672ce0a4.pdf
FRANÇA, J.; F.M.O.B., SAAD; C.E.P., SAAD; R.C., SILVA; J.S., REIS. Avaliação de ingredientes convencionais e alternativos em rações de cães e gatos. R. Bras. Zootec., v.40, p.222-231, 2011 (supl. especial)
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