Como proteger seu cão durante os fogos de artifício

Como proteger seu cão durante os fogos de artifício
18/jun/2018
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A Copa é um momento esperado por muitas pessoas ao redor do mundo. Por conta das celebrações, é comum que proprietários de cães encontrem problemas durante a queima de fogos de artifício. Sem dúvida, são muitos animais que se assustam com os ruídos, podendo desenvolver uma fobia que leva o animal ao estresse e a possíveis traumas devido à sensação de medo. Para amenizar essa situação, preparamos algumas dicas que vão ajudar no bem-estar do seu pet.

Devido à ótima capacidade auditiva dos cães, é comum que eles reajam após algum ruído mais forte. Entretanto, cada animal irá responder de um jeito. Alguns ficam em estado de alerta, enquanto outros procuram um local que transmita segurança. O ruído é interpretado pelo sistema nervoso autônomo como uma ameaça, gerando uma sensação de medo totalmente involuntária.

Os sinais mais comuns que evidenciam o medo são: agitação, procura constante por um lugar coberto e apertado (como uma toca), fuga sem direção certa e em alguns casos, agressividade. Além disso, ainda podem ficar com os batimentos cardíacos acelerados, urinar por nervosismo, respirar de maneira ofegante e apresentar sede excessiva.  Se esses sinais forem frequentes e muito intensos, é necessário adotar medidas para que o caso não evolua, uma vez que a cada episódio, a fobia tende tendem a piorar.

O que fazer?

– A primeira recomendação é fazer com que o som chegue com menor intensidade. Dessa forma, é indicado fechar as janelas, portas, ligar a televisão e o ventilador. Para aumentar as chances de sucesso, pode-se colocar cobertas e panos nas frestas com intuito de abafar ainda mais o barulho.

– Preparar um canto acolhedor, como uma espécie de toca, é outra ótima opção por aumentar a sensação de segurança do cão. É aconselhável deixar a iluminação nesse ambiente mais fraca com objetivo de tranquilizar o animal.

– Se o pet não estranhar a caixinha de transporte, esse também é um bom lugar para ele ficar na hora dos fogos.

– Retirar objetos que possam causar algum trauma é imprescindível. Durante o momento de fobia, é comum que o cão tente fugir do local desordenadamente, o que aumenta os riscos de derrubar objetos sobre si mesmo. Dessa forma, deve-se retirar itens pontiagudos e cortantes, além de materiais que possam tombar com facilidade.

– Uma técnica rápida e eficiente é colocar algodão no ducto auditivo do animal para diminuir o barulho.

– Verificar possíveis lugares que seriam uma opção de fuga. Nesse caso, o ideal é sempre deixar alguma identificação na coleira, pois caso o cachorro escape será fácil identifica-lo. Durante o momento de pânico o cão pode saltar por janelas e muros, fique atento e feche as possíveis passagens.

– Para ajudar a reduzir a sensibilidade do cão aos ruídos, pode-se reproduzir o barulho dos fogos através de aparelhos eletrônicos, como televisão e caixas de som como um treinamento prévio. Para dar certo, a técnica deve ser feita de forma gradual, aumentando o volume a cada dia. Caso o animal não apresente medo, deve-se oferecer recompensas para o animal associar o ruído com algo positivo. Esse exercício deve ser repetido sempre, aumentando a intensidade do ruído, até chegar num episódio real de fogos. A intenção é permitir que o cão associe o barulho como um sinal de algo que ele gosta (brincadeiras, petiscos, passeios).

O que não fazer?

– Nunca deixe o animal preso na coleira ou amarrado, uma vez que no momento do desespero, o cão pode tentar fugir e acabar se enforcando.

– Punir ou confrontar o animal também é uma má ideia, pois apenas aumenta a sensação de medo.

– Pegar no colo para consolar também é um ato contraindicado, apesar de ser a primeira ação instintiva que o proprietário tem. Nesses casos, se o cachorro sentir que você está com excesso de proteção, ele entenderá que os fogos são realmente uma ameaça.

– Se o animal for realmente muito assustado, não é recomendado deixa-lo sozinho durante o evento ruidoso.

Se após seguir todas as recomendações, seu cão ainda apresentar sinais de fobia, é importante procurar um adestrador ou algum veterinário especialista em comportamento animal. Atualmente estão disponíveis no mercado alguns sedativos, florais e produtos homeopáticos, que podem ser eficientes como tratamento auxiliar. Para a administração desses, é fundamental a prescrição e o acompanhamento do médico veterinário.