Dicas para boa convivência entre gatos e bebês

Dicas para boa convivência entre gatos e bebês
9/jun/2016
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Os animais são dotados de grande sensibilidade, e entendem muito do que acontece ao seu redor. Quando  a família começa a se preparar para a chegada de um bebê, os gatos costumam sentir essas mudanças. É preciso adaptá-los nesse processo para diminuir o estresse, e facilitar a convivência com o bebê. Além disso, alguns cuidados devem ser tomados para evitar problemas entre eles.  Confira abaixo dicas de como equilibrar o convívio entre o seu gato e o bebê.

 

Durante a gestação

  • Caso o gato tenha livre acesso à rua ou se alimenta de carne crua, é importantíssimo levá-lo ao veterinário para realizar sorologia para toxoplasmose. Essa é uma doença que o gato contrai através da ingestão de animais ou alimentos contaminados com cistos de Toxoplasma gondii, e elimina nas fezes a forma infectante. A mulher gestante, ou o bebê, só se infectam com toxoplasmose caso ingiram ovos do parasita que estão nas fezes de animais contaminados, ou através de alimentos mal cozidos / mal lavados contaminados. Por isso é importante utilizar luvas para higienização da caixa de areia dos gatos suspeitos, ou após jardinagem, principalmente durante a gestação.

 

A mulher com sorologia negativa para toxoplasmose, ou seja, que nunca teve contato com o parasita, apresenta fator de risco uma vez que não terá anticorpos preparados para combater a doença. Dessa forma, se tiver contato com a toxoplasmose durante a gestação corre o risco de transmitir ao feto por via transplacentária, comprometendo sua formação. A fase de maior risco é no primeiro trimestre de gestação.

 

  • Alguns gatos têm dificuldades em lidar com mudanças, e são os mais afetados pela chegada de um bebê na família. É importante utilizar esse período da gestação para prepará-lo. Coloque áudios de bebês para que ele se acostume com os sons, ou até mesmo passe em suas mãos alguma loção infantil antes de manuseá-lo em situações agradáveis, para criar uma associação positiva com o cheiro. Mobiliar o quanto antes permite que o gato explore, e você delimite os espaços que ele poderá subir. Uma sugestão é cobrir com papelão a superfície dos móveis que o animal não deverá ter acesso, e grudar fita adesiva dupla face. Os gatos costumam evitar superfícies pegajosas, e até o nascimento do bebê ele terá a informação clara de onde poderá ou não subir.
  • Se a caixa de areia tiver sido mantida no cômodo onde será o quarto do bebê, comece alguns meses antes a movê-la pouco a pouco para um novo local. Se a transição for feita de forma abrupta seu gato poderá fazer suas necessidades no ambiente em que estava acostumado. Substituir prontamente o local onde estava a caixa de areia por uma mobília ou objeto difícil dele mover poderá impedi-lo de utilizar aquela área.
  • Se for necessário trocar a figura responsável pelos cuidados e as atividades com o gato (seja o cônjuge, ou uma pessoa que estará mais presente nos primeiros meses do bebê), é importante que seja feito um ou dois meses antes do nascimento, de forma que o animal se acostume com a nova rotina.

 

A chegada do bebê

  • Ao chegar do hospital, cumprimente seu gato em um ambiente tranquilo. Após tomar alguns minutos para se reconectar com ele, chame as demais pessoas e o bebê.
  • Coloque um cobertorzinho usado ou uma roupinha do bebê em um ambiente que o gato possa cheirar e explorar, e longe do recém-nascido. Nos primeiros meses o bebê ainda não consegue mover a cabeça, e o gato pode buscar se aquecer próximo ao rostinho da criança , o que poderá ser um risco, dificultando sua respiração. Por isso sempre feche a porta do quarto do bebê quando ele estiver cochilando, ou coloque uma tenda (até mesmo um mosquiteiro), evitando assim que o gato entre no berço, ou ate mesmo urine (se estiver estressado).

 

Fonte: ASPCA