Hipotermia em cães filhotes

Hipotermia em cães filhotes
20/ago/2015
0 comentários

 

O inverno chegou e com a queda de temperatura ambiente é importante prevenirmos nossos animais para que não sofram com o frio. No Brasil, por ser um país de clima tropical, os animais adultos raramente são expostos a condições ambientais que possam causar hipotermia (redução da temperatura corporal interna), já que eles possuem um sistema termo-regulatório bem desenvolvido, possuem a pelagem que auxilia na redução da perda de calor, além de ter a capacidade de procurar proteção a locais mais aquecidos quando sentem necessidade. Assim, quando o frio vem chegando é importante deixar um lugar aconchegante resguardado de correntes de ar, para o animal se proteger caso necessário.

Por outro lado, filhotes recém-nascidos são mais susceptíveis a este problema, devido aos mecanismos da termorregulação serem ainda pouco desenvolvidos e por possuírem pouco tecido adiposo (que auxilia na manutenção da temperatura), entre outras coisas. Os filhotes dependem do aquecimento provido pelo corpo de suas mães e pelos outros animais da ninhada, o que lhes garante a temperatura ideal. Se abandonados ou rejeitados pela mãe, esses animais rapidamente sucumbirão de hipotermia mesmo se a temperatura ambiente estiver normal. Essa perda de calor aumenta se o neonato estiver molhado. Com o desmame, os filhotes depende totalmente do calor gerado por eles mesmos. A hipotermia poderá ocorrer se houver pequenas flutuações na temperatura ambiental durante períodos de estresse, como aqueles das doenças graves ou após transportes e manuseio.

A capacidade de tremer para gerar calor corporal somente começa a se manifestar a partir do sexto a sétimo dia de vida. Segundo, que as necessidades de energia para manter a temperatura corporal são maiores, visto que os filhotes têm uma grande superfície corporal em relação ao peso do corpo. Portanto, os filhotes recém-nascidos dependem das fontes externas de calor, para manter a temperatura corporal, como: o contato com o corpo da cadela ou dos irmãos, ou de um sistema de aquecimento que pode ser uma lâmpada, resistência elétrica, entre outros.

Existem várias fases no processo de hipotermia nos filhotes. A hipotermia suave é quando a temperatura corporal cai para perto de 30 a 32 graus Celsius e que pode persistir até 24 a 36 horas. A hipotermia moderada é quando a temperatura corporal cai pra 22 a 25 graus Celsius, nesse caso o filhote só pode sobreviver entre 4 a 24 horas. A hipotermia severa ocorre quando a temperatura corporal cai para menos de 15 graus Celsius e o tempo máximo de vida nestas condições é de 4 a 5 horas, podendo na maioria das vezes não passar de uma a duas horas.
O diagnóstico da hipotermia depende do histórico de exposição do animal a temperatura baixas. Ela reduz a reação a estímulos externos, a pressão sanguínea diminui e nas fases inicias o animal treme de frio. O diagnóstico definitivo se faz com a medição da temperatura corporal. O grande problema é que a maioria dos termômetros clínicos somente medem a temperatura a cerca de 34 graus Celsius, o que pode ajudar a identificar o problema mas não o seu grau de intensidade.
Os sinais de hipotermia são: tremores seguidos por apatia, pulso fraco, pupilas dilatadas, arritmias, entre outros.

Se você notar que o seu melhor amigo está apresentando alguns destes sintomas, você deve primeiramente aquecê-lo. Depois, coloque uma garrafa de água quente sobre o abdômen do seu cão. Mas, lembre-se de enrolar a garrafa para evitar algum tipo de queimadura. Também enrole o seu melhor amigo em um cobertor ou casaco, em seguida leve-o ao veterinário, o quanto antes.

A hipotermia é mais fácil de prevenir do que tratar. Por isso, cuide bem e dê a atenção necessária ao seu pet.

Fontes: Fvo alimentos
revistameupet.com.br
caesonline.com
cirurgia.vet.ufba.br