Importância dos prebióticos e probióticos nos alimentos para animais de companhia

Importância dos prebióticos e probióticos nos alimentos para animais de companhia
5/jul/2017
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Até alguns anos atrás, o trato digestivo dos animais era tido apenas como um tubo por onde os alimentos passavam para serem digeridos e absorvidos. Ou seja, era nada mais que a porta de entrada dos nutrientes para o organismo dos animais. Hoje, sabe-se que o aparelho digestivo é muito mais que isso. Ele é importante, não somente como a porta de entrada dos nutrientes, mas também como órgão de controle do funcionamento do organismo, da manutenção da saúde e bem-estar dos animais.

Com mais de 500 milhões de neurônios, o intestino dos mamíferos é conhecido como o segundo cérebro. Seu perfeito funcionamento é fundamental para a integridade do sistema imunológico e para o bem-estar animal. Para tal, a manutenção de uma microbiota intestinal saudável e equilibrada é indispensável. Ela é constituída por centenas de espécies de microorganismos e trilhões de espécimes. Entre as centenas de espécies de bactérias existem as desejáveis ou benéficas, que contribuem para o perfeito funcionamento e saúde do intestino, e as indesejáveis ou putrefativas, que produzem toxinas e prejudicam tanto o funcionamento do intestino como o bem-estar do animal. Manter o equilíbrio entre estes grupos de bactérias é manter a saúde e o conforto do animal.

O que são os prebióticos e porque eles são importantes? Os prebióticos são o alimento preferido das espécies de bactérias desejáveis ou benéficas. São basicamente compostos de carboidratos, que não são digeridos e absorvidos no intestino delgado.  Os prebióticos conseguem, dessa forma, passar para o intestino grosso, onde é maior a presença das bactérias e são consumidos por elas, favorecendo a multiplicação das espécies de bactérias desejáveis. Então, a presença do prebiótico no alimento dos animais de companhia irá contribuir para o bom funcionamento do intestino, para a qualidade e odor das fezes e conseqüentemente, para a saúde e bem-estar do animal.

Os probióticos, por outro lado, são amostras de espécies de bactérias desejáveis, selecionadas e isoladas de culturas de fezes dos animais. Estas bactérias são multiplicadas em meios de cultura específicos e estabilizadas para serem então colocadas sobre os alimentos para os animais. Ao consumir o alimento com o probiótico o animal mantém uma constante semeadura de espécies de bactérias desejáveis contribuindo para a manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal. Assim, existe sinergismo entre o prebiótico e o probiótico. A suplementação com os dois produtos é a melhor forma de se maximizar o efeito destes agentes tecnológicos na alimentação animal.

Geraldo L. Colnago
Mestre em Zootecnia/Nutrição de Monogástricos pela UF de Viçosa em 1979.
PhD em Nutrição de aves pela Universidade da Geórgia, em 1983.
Pós-Doutorado em Nutrição de Animais de Companhia pela Universidade de Illinois, em 1985.
Professor visitante da Universidade da Geórgia, 1990/1991.
Professor da Faculdade de Veterinária da UF Fluminense de 1977 a 2011.
Consultor para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da FVO Alimentos de 2002 até o presente.