Leptospirose: o que é e como prevenir

Leptospirose: o que é e como prevenir
28/abr/2016
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A leptospirose é uma doença causada por bactérias do gênero Leptospira, que atinge animais domésticos, silvestres e seres humanos, sendo por isso uma zoonose e de importância na saúde pública.

Como é transmitida?

Os roedores são os principais reservató

rios da doença. A Leptospira se instala nos rins, e é eliminada viva através de sua urina. No ambiente, a sobrevivência da bactéria depende de umidade, o que torna as épocas chuvosas (dezembro a março) o período de maior incidência da doença.

As enchentes são grande preocupação, uma vez que a principal causa de sua ocorrência é o acúmulo de lixo que atrapalha o escoamento da água da chuva. Essa água, então em contato com esgotos e dejetos de ratos, viabiliza a disseminação da doença.

No geral, o contato direto com a urina dos roedores transmite a doença. Muitas vezes, o animal doméstico, pelo contato com ambiente externo ou pelo instinto de perseguir o roedor, é o primeiro a entrar em contato com a se infectar e transmitir aos donos.

É importante ressaltar que mesmo após o volume de água abaixar, as bactérias continuam ativas na lama e em resíduos úmidos, permanecendo o perigo de infecção.

Transmissão da leptospirose
Transmissão da leptospirose

Já na zona rural, roedores, animais silvestres e cães errantes participam desse ciclo, transmitindo inclusive para animais de produção. Nesses animais, a bactéria permanece nas carcaças, placenta, sêmen, o que viabiliza a transmissão a outros animais pelo ambiente ou reprodução, e ao homem através do consumo da carne contaminada.

Alguns profissionais, como coletores de lixo, agricultores, tratadores de animais, médicos veterinários, entre tantos outros, estão expostos à doença pelo ambiente em que exercem suas funções.

Quais os sintomas?

Em cães: febre, falta de apetite, vômito, diarreia, sede intensa, dores musculares, icterícia (mucosas amareladas), pequenos sangramentos e hemorragias. O agravamento da doença leva a morte por insuficiência renal e hepática.

Em animais de produção: infertilidade e abortamento, com consequente diminuição da produção de leite e carne. Em equinos, problemas reprodutivos e oculares.

Em humanos: icterícia, febre, mal-estar, dores musculares, dor de cabeça, olhos vermelhos, náuseas, diarreia, sangramentos de nariz, gengiva.

Diagnóstico e tratamento

Em animais e humanos, avalia-se o histórico (se teve contato com roedores ou animais contaminados, etc), sinais clínicos, e são realizados exames específicos através de amostras de sangue.

Já o tratamento é feito com uso de antibióticos e suporte hepático e renal, tanto em humanos quanto em animais.

Controle e prevenção

O saneamento básico, higiene, controle de roedores, e controle de acesso de outros animais ao rebanho, são algumas das medidas necessárias para o controle da leptospirose.

Os profissionais suscetíveis devem estar paramentados com luvas, botas de borracha e outros equipamentos de proteção individual.

Existem vacinas disponíveis apenas para animais, porém previnem apenas a variedade de bactéria que atinge determinada espécie animal em uma determinada região. A vacina é utilizada apenas na prevenção, e não serve como tratamento. Animais já infectados continuam eliminando a bactéria no ambiente, independente se forem posteriormente vacinados.

 

Fonte: CRMVSP